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O que você carrega em sua mochila?

UPINTHEAIR

Acabo de pousar da experiência de assistir “Amor sem Escalas”, filme dirigido por Jason Reitman (Juno). É um filme bom, não um dos melhores que vi nos últimos meses, mas um filme bom. George Clooney (Queime depois de ler) é um profissional que trabalha para empresa contratada para demitir pessoas, durante a crise americana ele tem muito trabalho a fazer e passa mais de 300 dias na estrada – ou melhor, no ar.

Com este começo de história, o filme te conduz por duas horas que vai falar sobre compromissos, liberdade, solidão, felicidades, expectativas e realizações de sonhos. Mas não se engane, ele irá dizer tudo isto por trás de uma história bem mascarada mas nem um pouco leve, as vezes engraçada, assim como em Juno usa de subterfúgios para suavizar um tema bem pesado.

No final, o filme me fez valorizar ainda mais algumas coisas que estão ao meu redor. Estranho, positivismo não encaixaria nesta sinopse.

Os melhores de 2009

O ano virou e depois de ver e ouvir muitas retrospectivas resolvi fazer a minha sobre cinema – a de música você escuta aqui – e como não podia ser fácil, a forma de apresentar foi uma lista dos melhores filmes que assisti. E a isenção do condomínio vai para…

#10: “O Curioso Caso de Benjamin Button“;

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Eu fui convencido por esta fantástica história.

#09: “Se Beber não Case“;

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Fazia muito tempo que não ria tanto com uma comédia.

#08: “À Deriva”

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Grandes atuações e grande roteiro.

#07: “Milk“;

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Sean Penn mostrando ao que veio.

#06: “Dúvida“;

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Falando em atuações, Maryl Streep e Philip Seymor Hoffman dão uma aula neste filme.

#05: “Distrito 9″;

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Maneira genial de passar uma mensagem que as vezes é esquecida.

#04: “Bastardos Inglórios”;

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Tarantino como nunca e como sempre e este vilão: “That’s a bingo!”.

03: “Up“;

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E a Pixar fez de novo.

#02: “500 dias com ela”;

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Que maneira impressionante, criativa e agradável de contar uma história romantica.

#01: “O Lutador“;

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Darren Aronofsky garante sua posição de gênio.

Esclarecimento importante: esta lista foi feita de acordo com os filmes que mais me surpreenderam ou marcaram. Ninguém vai ganhar um prêmio por isto.

Neste mesmo ano, em outro dia:

Metrô Rio

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Já se passaram mais de vinte anos desde que meus país vieram para o Rio de Janeiro definitivamente. Ou seja, desde os dez anos de idade eu sempre morei aqui e nunca me afastei do Metrô. Isto me dava uma sensação boa, porque todo mundo sabe que o Rio é uma cidade violenta, muitas vezes perigosa e que apesar disto ela continua a ser maravilhosa. Mas além disto tudo, eu tinha orgulho em dizer que o Metrô da cidade funcionava muito bem.

Pois é, o tempo passou e isto mudou. O Metrô já não funciona tão bem, na verdade ele está bem abaixo do aceitável para atender o seu público. Sim, tiveram muitas obras e expansões, mas parece que os recursos não foram pensados para acompanhar este crescimento.

A mais de vinte anos atrás eram 15 estações na linha 1, ligava a Saens Peña a Botafogo, hoje são 19 estações e mais diversas extensões e interseções entre as linhas. Naturalmente este crescimento aumentaria o intervalo entre os trens, para isto o ideal seria planejar um crescimento da frota que acompanhasse todas estas inaugurações. Mas parece que não foi isto que aconteceu.

Hoje o Metrô está funcionando com trens menores do que antes, com um carro a menos, 4 estações a mais – somente na linha 1 – e já se encontra lotado a partir da quarta estação (onde eu embarco). Praticamente inviável, desconfortável e com um péssimo serviço para a linha metroviária mais cara do Brasil.

Ah! Se eu não fosse preguiçoso suficiente e não vivesse em uma cidade onde sempre fomos acostumados a uma vida sem trânsito e tudo mais, e não nos educamos para encarar um intenso tráfego de carro, eu juro que boicotava esta minhoca de ferro que pensa ser um coração de mãe.

Neste mesmo dia, em outro ano:

Asilo Arkham

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Se você gosta de história em quadrinhos e na adolescência dedicou sua leitura para acompanhar as aventuras dos personagens da Marvel ou DC Comics, faz idéia da carência que – como fãs de determinados heróis – sempre tivemos. Nunca houve um jogo que lidasse com este universo realmente de acordo com o personagem dos páginas.

Isto muda por completo em Batman: Arkham Asylum. Em primeiro lugar preciso dizer que Batman é um dos personagens mais antigos e com o maior número de variações de linhas exploradas por seus autores. Eu particularmente sempre fui fã do morcego soturno e mais humano possível, é por isto que minhas histórias preferidas são Asilo Arkham, Ano Um ou Piada Mortal. E é exatamente este Batman que está presente no jogo.

Neste jogo você realmente tem que pensar como o herói, coisas como ter plena consciência que é humano e que não tem super-poderes como o Homem de Aço ou saber que a maior força do personagem está no medo que ele inflige aos bandidos fazem parte dos recursos necessários para completar a história.

E que história, o Coringa, personagem que ficou ainda mais famoso após o filme Batman: Cavaleiro das Trevas, é levado ao Asilo/Prisão e quando todos estão lá ele começa a revelar seu plano, uma armadilha para atrair o Batman para dentro do hospício. Este é apenas o começo de uma história que vai se desenrolando de uma forma muito boa.

Bom, estou muito empolgado com o jogo. Comprei recentemente, tenho me divertido muito e agradecendo por algo que tem esta qualidade gráfica, sonora e jogabilidade ter sido lançado. Se você não faz ideia de como o jogo é bom, veja o trailer dos vilões ou tantos outros que foram lançados.

Acesse também:

Neste mesmo dia, em outro ano:

Spartacus: Blood and Sand

sura1920x1200No ano passado eu fiz um post sobre este seriado que ainda estava em produção. O trailer e material de divulgação me deixou com uma expectativa bem alta.

Bom, assisti ao primeiro episódio e infelizmente tenho que aceitar que não me conquistou como aconteceu com Roma ou Band of Brothers da HBO. Fazendo uma comparação bem honesta, é algo como uma novela da Record perante as produções da Globo.

Não é ruim, mas não é toda a maravilha que eu esperava, se ao menos eles se contivessem um pouquinho nos efeitos de câmera lenta e splash de sangue seria bem melhor. Quando eu tiver a oportunidade, verei outros episódios esperando que a história seja o suficiente para que eu tenha outro bom motivo – além da Erin Cummings – para acompanhar.

Ah! A série vai estrear no dia 22 de janeiro, como indica no site oficial.

Máquina do Tempo #066: 1996

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Nosso plano agora foi uma viagem para o ano de 1996. Se você ainda não ouviu, dá um pulo lá e curta.

www.maquinadotempo.blog.br

Aulas em entrevistas

cover-145139-600Estava aguardando para entrar no cinema e passei na maldita livraria que existe bem na área de espera. Como sempre amei cinema e ando trabalhando em um projeto que envolve muito audio-visual resolvi procurar um livro sobre o tema. Por um milagre li a orelha de um livro e o comprei.

O livro que me conquistou pela orelha foi “Lições de Roteiristas” de Kevin Conroy Scott. Logo na introdução o autor diz que sempre quis escrever algo sobre a construção de um roteiro e nunca conseguia pensar em uma maneira realmente nova de trabalhar com o tema. Até que resolveu entrevistar grandes roteiristas sobre seus maiores trabalhos. E isto deu um material invejável.

Pra começar ele abre a série de entrevistas com Ted Tally, o autor da adaptação do “Silêncio dos Inocentes“. Ele ainda fala com Carlos Cuarón (”E sua mãe também”), com Guillermo Arriaga (”Amores Brutos”), Alex Garland (”Extermínio“) e outros.

Mas a entrevista que mais me surpreendeu foi a de Darren Aronofsky, falando sobre “Réquiem para um sonho”. Um dos meus filmes preferidos e mais difíceis de se ver. Uma aula de cinema completamente pesada e um tanto quanto indigesta. Como se o tema e o entrevistado já não fosse o suficiente para eu gostar, Aronofsky consegue reconstruir o filme ao explicá-lo pelo seu ponto de vista.

Todo este material extremamente próprio de cada filme dá para entender um pouco mais o processo de criação de um roteiro e valorizar muito mais estes profissionais.

Outra quebra nos padrões de fazer cinema.

avatar_74-364x600Fui assistir Avatar em uma pré-estreia realizada pela Claro e LG. Entrei no cinema com uma grande expectativa visual e mínima em termos de roteiro ou história. Depois de assistir mais de duas horas de filme posso garantir uma coisa, todas as minhas expectativas foram atingidas.

A história é óbvia, sem profundidade ou originalidade. As atuações são tão “grandiosas” que chegam a ser pobres, falta sensibilidade. Nos detalhes do roteiro existem coisas que chegam a causar raiva ou sono. Mas nada disto pesa contra o objetivo do filme.

Avatar precisa ser visto, por todos que gostam de cinema e digo mais, precisa ser visto em 3D. Porque é nesta hora que o filme se mostra ser realmente uma nova experiência audio-visual. Antes nunca experimentada.

Na minha opinião, a sétima arte passou por algumas redefinições de estética ou tecnologia. Estou falando de King Kong de 1933, quando foi visto pela primeira vez  - ainda em preto e branco – o macaco gigante escalar o Empire State Building. Depois veio Tubarão de 1975, quando a forma de fazer terror e suspense foi revista ao ser criado um tubarão mecânico para aterrorizar a plateia. Em 1977 George Lucas nos apresentou Guerra nas Estrelas e não precisamos falar mais nada e o mais recente até o momento foi Matrix em 1999, com as suas câmeras 360º e seus “bullets time”. Isto tudo mudou o cinema.

E agora em 2009, Avatar. James Cameron conseguiu apresentar ao mundo uma direção de arte espetacular e uma redefinição de trabalhar com os recursos 3D. Daqui pra frente, tudo poderá e será diferente nas salas de cinema, acredito que isto poderá até mesmo reduzir o ritmo dos downloads e piratarias.

Se ainda não viu, veja.

Acesse também:

Neste mesmo dia, em outro ano:

Que venha 2010.

Ano passado fiz uma série de resoluções de ano novo e em algum momento fiz um acompanhamento do que estava acontecendo. Então, este ano, no lugar de fazer novas ou algo assim, resolvi prestar contas e vou tentar realizar novamente aquelas que eu ainda não cumpri.

  1. Praticar alguma atividade física, ao menos três vezes por semana;
  2. Não vou trazer paz ao mundo, mas farei a minha parte;
  3. Manter este blog atualizado, no mesmo ritmo dos últimos meses;
  4. Buscar novos sons, ouvir bandas novas e estilos diferentes daqueles que já estou habituado;
  5. Estudar, realizar cursos de expansão;
  6. Brincar muito com o Theo e agora com o Caio;
  7. Realizar ao menos um mergulho por mês;
  8. Fazer a minha tatuagem;
  9. Voltar para o skate ou para o Tai Chi;
  10. Ser mais organizado, em termos financeiros;

De dez, tenho certeza que realizei duas. Agora as outras 8 foram bem mais difíceis do que eu tinha imaginado. Vamos lá, mais um ano, mais uma tentativa.

Máquina do Tempo #065: 2009

Tentando retornar ao processo normal e ao fluxo de atualizações, tenho que começar falando da edição 65 da Máquina do Tempo, quando eu e o Ock-Tock fizemos uma retrospectiva deste ano. Se ainda não ouviu, clique aqui.